Riachão: 2ª Caminhada pela Paz atrai multidão e é marcada por muitas reivindicações e reflexões

por Márcio Araújo publicado 23/06/2016 21h19, última modificação 23/06/2016 21h19
Riachão: 2ª Caminhada pela Paz atrai multidão e é marcada por muitas reivindicações e reflexões
 
Uma multidão vestida de branco, com faixas e cartazes com reivindicações acerca da Segurança Pública fizeram nesta terça-feira (21) a 2ª Caminhada pela Paz em Riachão. A Caminhada saiu em direção a Avenida Eliel Martins encerrando seu trajeto no Clube Lira 8 de Setembro.
No Clube foi realizado o segundo e último ato do evento, uma Audiência Pública com reflexões sobre a paz e reivindicações por mais segurança em Riachão e região, sobretudo na zona rural, onde tem ocorrido sucessivos assaltos seguidos de agressões físicas.
Um município que marcou forte presença na Caminhada foi o de Pé de Serra, que na oportunidade, também participou trazendo reclames da comunidade. Compôs a mesa da Audiência as seguintes autoridades:
 
O presidente da Câmara, Célio Roberto Silva Brito, o Padre Alessandro da Paróquia de Riachão, a Prefeita Tânia Matos, o presidente da Câmara de Vereadores de Pé de Serra, Geovan Rios, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Riachão, João Batista, o juiz aposentado, José Ferreira Filho, o padre André, representando as comunidades de Nova Fátima e Gavião, o agente de Saúde, Casemiro, representando a Mandassaia (comunidade recentemente vítima de roubos e agressões físicas contra seus moradores) e a subcomandante, Maria Aparecida Teixeira que representou a Companhia da Polícia Militar em Riachão.
 
Após o pronunciamento de todos, a subcomandante da Companhia da Polícia Militar, Maria Aparecida fez uma discurso extremamente técnico, sugerindo para a plateia estratégias de proteção e dicas de como enfrentar os agressores.
 
Ela lembrou ainda que muitos dos agressores são ainda meninos e que por isso precisam ser melhor assistidos pelo poder público e que embora a segurança seja um direito, é também um dever de todos colaborar com a mesma.
 
“É preciso que os registros das ocorrências ocorram para que a polícia possa organizar seu plano de ação. Assim também como o governo precisa saber dos dados e necessidades de cada município para poder investir mais, neste caso, em segurança”, reforçou, lembrando que muita gente não registra devidamente suas queixas.
 
Em seguida muitos presentes se inscreveram para falar, sugerir ou reivindicar às autoridades presentes, embora, a maior parte das representatividades da Justiça não compareceram, entre eles: delegado, promotora e promotor.
 
Muitos dos presentes lamentaram esta ausência, no entanto, o evento recolheu assinaturas para um abaixo assinado que será encaminhado para o Secretário de Segurança Pública e para o governador do estado.
 
Entre os depoimentos, o de Dona Dalva de Pé de Serra, emocionou o público quando a mesma relatou a morte do filho e da namorada carbonizados na mala de um carro há mais ou menos 5 anos, crime até hoje sem resultado.
 
“Clamamos por justiça, um dos suspeitos do crime estava recentemente andando livremente na cidade, e nada é feito”, concluiu em prantos dona Dalva.

O padre Alessandro e o presidente da Câmara, Célio Roberto finalizaram o evento agradecendo a presença de todos e lembrando das conquistas que a comunidade obteve na I Caminhada pela Paz, em 2015.
 
 ASCOM- Assessoria de Imprensa da Câmara de Vereadores
 
Jornalista: Laura Ferreira
Adicionar Comentário

Você pode adicionar um comentário preenchendo o formulário a seguir. Campo de texto simples. Endereços web e e-mail são transformados em links clicáveis.